
Assim como acontece conosco, cães e gatos também podem sofrer com o colesterol elevado. A diferença é que, nos pets, essa condição geralmente não está ligada a problemas cardíacos, mas sim a outras doenças que merecem muita atenção.
Quando um exame de sangue aponta o colesterol alto, isso é chamado de hipercolesterolemia. Embora pareça assustador, o mais importante é entender que esse resultado é um sinal de alerta. Ele indica que pode haver outra condição de saúde que precisa ser investigada, como diabetes, problemas na tireoide ou obesidade.
🐶🐱 O que o colesterol faz no corpo do pet?
O colesterol é uma gordura essencial. Ele ajuda na produção de hormônios, na formação das células e até na síntese de vitamina D. O problema não é o colesterol em si, mas o seu excesso.
Diferente de nós, cães e gatos raramente desenvolvem entupimento das artérias por causa do colesterol. O verdadeiro perigo está nas doenças que causam esse aumento, que podem ser silenciosas e graves.
⚠️ Principais causas do colesterol alto em pets
As causas mais comuns são secundárias, ou seja, resultado de outra doença. As principais incluem:
- Hipotireoidismo (mais comum em cães)
- Diabetes mellitus
- Síndrome de Cushing (hipercortisolismo)
- Doenças no fígado (como colestase)
- Pancreatite
- Obesidade e dietas inadequadas
Em gatos, o colesterol alto está frequentemente ligado ao diabetes, à lipidose hepática (acúmulo de gordura no fígado) e a problemas no fígado.
👀 Quais os sinais? Como é feito o diagnóstico?
O grande desafio é que o colesterol alto, na maioria das vezes, não apresenta sintomas claros. Por isso, o diagnóstico é feito por meio de exames de sangue de rotina. Às vezes, podem surgir alterações oculares ou pequenas bolinhas de gordura na pele (xantomas), mas isso é raro.
O diagnóstico é feito com uma simples dosagem de colesterol no sangue, preferencialmente após um jejum de 8 a 12 horas. O veterinário também pode pedir a avaliação dos triglicerídeos para ter um quadro mais completo.
💊 Como é feito o tratamento?
O tratamento sempre vai depender da causa de base. Se o colesterol está alto por causa do diabetes, o foco é controlar o diabetes. Se for por hipotireoidismo, o tratamento é a reposição hormonal. Além disso, ajustes na alimentação e o controle de peso são fundamentais.
Em alguns casos, o veterinário pode receitar medicamentos específicos, como a ezetimiba (para reduzir a absorção do colesterol pelo intestino) ou o bezafibrato (para ajudar a equilibrar os níveis de gordura no sangue). Uma ótima notícia é que esses remédios podem ser manipulados em formas atrativas, como biscoitos ou molhos com sabor de frango ou bacon, o que facilita muito a aceitação pelo pet.
🛡️ A prevenção é o melhor caminho
A principal estratégia para evitar complicações é manter as consultas de rotina com o veterinário. Exames periódicos são essenciais para identificar alterações precocemente. Manter uma alimentação equilibrada, evitar excessos e incentivar a prática de exercícios são medidas simples que fazem toda a diferença na saúde metabólica do seu amigo.
❓ Perguntas Frequentes
Meu pet está com colesterol alto. Ele vai ter um infarto?
É muito improvável. Diferente dos humanos, cães e gatos têm uma resistência natural à formação de placas de gordura nas artérias. Eventos cardíacos por essa causa são extremamente raros na rotina clínica veterinária.
Mudar a alimentação resolve o problema do colesterol?
Sim, a alimentação é a base do tratamento, principalmente quando o colesterol alto está associado à obesidade ou a dietas ricas em gorduras. No entanto, é fundamental investigar e tratar a causa de base para resolver o problema de forma definitiva.
Com que frequência devo fazer exames de sangue no meu pet?
A recomendação é que animais saudáveis façam check-ups anuais. Para pets idosos (acima de 7 anos) ou com doenças crônicas, o ideal é consultar o veterinário para avaliar a necessidade de exames semestrais ou trimestrais.
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